7. Personalidade

Do íntimo origina-se a busca.
Para nos conhecermos é preciso entender a formação de nós mesmos.
Ao nascer, somos flexíveis. O que aprendemos, vemos, ouvimos e sentimos é armazenado em nós; são os agentes mais importantes na criação de uma pessoa.
A personalidade é uma construção pessoal que vai se formando ao longo da nossa vida e é um processo dinâmico que sofre a interferência de diversos fatores.
Recebemos em nossa personalidade a influência da hereditariedade, do meio social e das experiências pessoais que têm uma grande importância no comportamento e no nosso desenvolvimento. No entanto, a influência destes fatores será diferente em cada indivíduo e nas fases diferentes do ciclo da vida.
Além dos fatores biológicos, junto com as informações externas, absorvidas na infância, da personalidade de nossos pais, da escola, dos amigos e a maior parte da cultura, crenças e preconceitos da sociedade, é que damos origem a uma estrutura interna que se expressará através de nossa personalidade.
Hereditariamente falando o património genético do ser humano define-se na sua singularidade fisiológica e morfológica. A hereditariedade humana transmite traços específicos não só de natureza física, mas também de temperamento de base e, evidentemente, em parte dons intelectuais. Isso se explica aquelas crianças que ainda prematuros demonstram tendências de ansiedade, agressividade por causa de seus pais, assim como há crianças que demonstram mais a tranquilidade e a quietude.
Então, a personalidade se torna a expressão das informações biopsicossociais, desde a hereditariedade familiar ao meio social em que vivemos, ou seja, a manifestação da soma de pequenos detalhes de outras pessoas e vivencias controlando o nosso corpo.
Por vivermos em uma sociedade voltada para o capitalismo, o poder e o crescimento exterior, desenvolvemos uma personalidade limitada, sem consciência, cheia de anseios e paixões sem sentido, que nos leva a cometer erros e nos viciar ao sofrimento.
Absorvemos, porém, características positivas e negativas que precisam ser examinadas, pois foram criadas sob o jugo de uma sociedade que manipula como devemos ser, ou seja, a sociedade nos educa impondo valores para que sejamos facilmente controlados e jamais termos espaço para o questionamento, nos restringindo a descobrir apenas o que ela permite.
Quando a personalidade sofre a manipulação social, você tem que se comportar de certa maneira, porque aí então a sociedade te apreciará; você tem que vestir caminhar, aparentar, rir de certa maneira para que não se sinta desajustado. Mas nada disso é você de verdade, simplesmente é o reflexo daquilo que os outros pensam que você deve ser. Ao nos compararmos com o modelo ideal imposto pela sociedade nos sentimos insatisfeitos com nós mesmos: nossa originalidade, portanto, se perde.
Usamos diferentes máscaras que representam os diferentes personagens que absorvemos.
É impossível interpretar a conduta do indivíduo sem fazer intervir o meio social ou os
meios sociais que exercem sobre ele as suas solicitações e as determinações. a “cultura” define-se precisamente como um conjunto de normas, de valores, de modelos de comportamento, que traduzem o “modo de vida” do grupo. Assim acontece a massificação da personalidade individual.
A complexidade das relações familiares vai influenciar as capacidades do desenvolvimento futuro da criança. Com o aumento do rompimento da estabilidade do casal as crianças crescem procurando um referencial de pai ou um referencial de mãe, o que inconscientemente desenvolve conflitos na personalidade.
A adolescência é uma fase importante no processo da construção da identidade pessoal, psicossocial e sexual. Esta fase é atravessada por uma certa confusão, por uma assinatura personalizada e pela afirmação, geralmente muito exagerada.
Só uma análise profunda e detalhada do indivíduo pode conduzir a conhecimentos credíveis acerca da sua personalidade. É devido à vivência e ao desenrolar das situações que se estimula a formação da sua identidade e a capacidade de optar conscientemente pelo comportamento adequado.
Devido a essa pluralidade de aspectos que influenciam a formação de nossa personalidade gerou vários desequilíbrios internos que precisamos identificar, para saber o que realmente é do nosso real ser e o que foi implantado na gente.
De certa forma a maioria dos desequilíbrios internos que manifestamos hoje em nossa personalidade não nasceram conosco, os absorvemos e desenvolvemos no meio em que crescemos.
Por isso, não sabemos exatamente quem somos, pois, o que existia em nós antes de desenvolvermos esses desequilíbrios? Reflita…
Essa é uma das principais razões para a busca do real ser.
O sistema não está interessado no fato de você ser um conhecedor de si mesmo, por isso somos criados sobre diversos condicionamentos simplesmente para ajustar num padrão social.
Está na hora de você sintonizar em si mesmo, entrar em harmonia consigo e com o mundo.
Enxergar a vida não da forma que nos ensinaram e sim de como ela realmente é. Estarmos abertos para uma nova realidade.





o texto é ótimo e sem duvidas nos leva a refletir e muito sobre nós,li, reli e, pude perceber algo,Acho que quando é mencionado “a sociedade”"como um todo no que se refere o estudo quando fala da personalidade,parece que esse todo que é a sociedade não é composta por nós mesmos,nós é que somos a sociedade,o sistema que tenta controlar tudo e todos, é construído por pessoas,e se tem tanta influencia sobre as nossas vidas é porque permitimos; sociedade ache que a roupa que uso é a LEGAL?…penso que ha muito o que ser analisado na nossa personalidade e responsabilidade.