6. Essência

Essência é o estado original do ser, onde estamos livres e harmônicos, ainda não fomos influenciados pelos preconceitos externos e podemos expressar nossa plenitude integral.

Essência é o que há em todos nós de melhor e belo, recebemos essa condição que expressamos livremente nos primeiros dias, meses e anos da vida, apresentamos diversas qualidades que são notáveis em pequenos recém-nascidos, que vão se perdendo com o passar do tempo.

Aos poucos, somos moldados pelo meio em que vivemos, a família é o primeiro estágio que passamos onde são geradas as primeiras mudanças na nossa estrutura, obrigando ao novo individuo a formar uma personalidade com diversas máscaras.

Um dos aspectos do véu que cobre a percepção é o que chamamos de “eu” idealizado, ou máscara – é o fingir ser. A máscara está a serviço de agradar, para através disso, você conseguir ser reconhecido, aceito e amado. Isso começa geralmente na infância, quando a criança é impedida de ser ela mesma; quando ela não é aceita do jeito que ela é. Com o passar do tempo, ela se acostuma com a máscara, até que ocorre uma cisão com o Eu real. A partir desse momento, tudo o que ela sente como espontaneidade ou liberdade é mentira. É tudo uma atuação, um teatro da máscara.

O SER (self) é a autoridade psíquica suprema. Nos sonhos é sempre uma figura que sobrepuja a personalidade do eu do sonhador, como uma parte divina no íntimo humano, um modelo admirado. Ele tem a função de equilibrar, harmonizar, integrar e unificar o todo psíquico.

É o processo através do qual a pessoa vai descobrindo quem ela realmente é de acordo com a nossa capacidade de despertar a consciência para a realidade deste ser interno e abrir espaço para seu desenvolvimento.

Do confronto do inconsciente e consciente é que os diversos componentes da personalidade amadurecem e unem-se numa síntese, na realização de um indivíduo específico e inteiro. A meta do processo de “essencialização” é a síntese dos opostos, é obter uma relação consciente com o SER, não apenas nos sonhos mais intuitivamente durante a vida.

Todo esse processo implica uma mutualidade entre o Ego e o SER, pois um é indispensável para a existência do outro. É necessário o equilíbrio!

Ir ao encontro do conhecimento da essência requer voltar para dentro de nós. Esvaziarmos de fórmulas e conceitos, procurarmos conhecer-nos no sentido mais pleno do termo e dispormo-nos a servir à humanidade.

Desde que nascemos, possuímos no interior a essência da vida que é o nosso Real Ser: Um estado de satisfação com tudo e com todos ao nosso redor onde apenas necessitamos de afeto e alimentação para sobrevivência.

Neste momento estamos harmônicos, no estado natural do ser, onde apresentamos diversas qualidades notáveis em pequenos recém nascidos, que vão se perdendo com o passar do tempo, por não sermos estimulados e também no percurso da tentativa de adaptarmos ao meio social.

Hoje alteramos nosso estado natural, sofremos exageradamente com desequilíbrios, é raro manifestar as qualidades de nossa essência, criamos uma identidade com diversos transtornos internos.

Conhecendo-se bem, somos capazes de identificar e dominar os aspectos negativos que há na personalidade e estimular e desenvolver os aspectos positivos de nosso real ser.

Descobrir-se internamente é viver sem os condicionamentos da personalidade, alcançar a sabedoria, liberdade interior, harmonia perfeita, um elo individual que podemos experimentar com o nosso REAL SER e compartilhar com todos a nossa volta.

Quando estamos de bem com o nosso Real Ser fica mais fácil superar qualquer obstáculo que possa surgir em nossa vida.

Mas o meio ambiente não se adapta a nós, ele nos obriga a adaptar-nos a ele. O medo de sermos rejeitados pelo grupo, o status pessoal, vivermos preocupados em ter muito para o sustento, conforto, segurança e o bem estar de uma vida mecânica, convertida por um materialismo selvagem, que nos afastou de olhar para dentro de nós e alcançar essa interação com o SER, criando assim inúmeros transtornos em nossa personalidade.

Algumas pessoas parecem que esqueceram a sua essência, vivem desorientadas e perdidas, não lembram que enquanto eram crianças sorriam mais, aproximavam das pessoas com mais carinho, eram perseverantes quando caíam e ficavam felizes até com caretas. Se estivéssemos, quando adultos, em nosso estado natural de expressão do SER, não seriamos, tão rancorosos, orgulhosos, egoístas, não sentiríamos vergonha de expressar com liberdade nossos sentimentos pelo próximo, viveríamos em total harmonia interna e consequentemente externa.

Devemos nos conhecer a ponto de percebermos esta essência, nos ligarmos em comunhão com ela e dela colhermos os frutos que nos completam mais do que qualquer prazer, que preenchem o vazio interior que não cessa nem com os mais cobiçados dos gozos do mundo.

Viver a vida com a compreensão da realidade e apreciar o caminho, é vivenciar cada minuto sentindo-se parte integrante de um todo inexplicavelmente sublime.

As vezes estamos no estado de essência por algum tempo e depois perdemos a consciência e desarmonizamos com o estados alterados da personalidade.

Expressamos a essência de dentro pra fora.

A essência está em tudo!

Quando a nossa essência está obstruída, a vida fica vazia, perde o sentido.

Quando a essência da maioria dos seres estão corrompidas, aumenta a destruição de tudo o que é natural, belo, divino.

Quando nossas essências estão em harmonia, a essência do planeta brilha, sua beleza é tão grande que poderemos observa-la de qualquer lugar do cosmo.

Unindo nossas essências, independente das crenças e conceitos que a personalidade absorveu, podemos devolver o brilho da essência do planeta, compreender e descrever o que de único todos nós possuímos.

Assim, a pessoa vai servir-se da sua racionalidade para se conhecer, aceitar e transformar, sempre tendo como meta a “evolução do ser”.

3 Responses to 6. Essência

  1. MARTHA says:

    “”Falando de essência…”"”

    Uma velha senhora chinesa possuía dois grandes vasos, cada um suspenso na extremidade de uma vara que ela carregava nas costas.
    Um dos vasos era rachado e o outro era perfeito. Este último estava sempre cheio de água ao fim da longa caminhada do rio até casa, enquanto o rachado chegava meio vazio.
    Durante muito tempo a coisa foi andando assim, com a senhora chegando a casa somente com um vaso e meio de água.
    Naturalmente o vaso perfeito era muito orgulhoso do próprio resultado e o pobre vaso rachado tinha vergonha do seu defeito, de conseguir fazer só a metade daquilo que deveria fazer.
    Depois de dois anos, refletindo sobre a própria amarga derrota de ser ‘rachado’, o vaso falou com a senhora durante o caminho:
    ‘Tenho vergonha de mim mesmo, porque esta rachadura que eu tenho faz-me perder metade da água durante o caminho até a sua casa…’
    A velhinha sorriu:
    -Reparaste que lindas flores há somente do teu lado do caminho? Eu sempre soube do teu defeito e portanto plantei sementes de flores na beira da estrada do teu lado. E todos os dias, enquanto a gente voltava, tu as regavas. Durante dois anos pude recolher aquelas belíssimas flores para enfeitar a mesa. Se tu não fosses como és, eu não teria tido aquelas maravilhas na minha casa.
    Cada um de nós tem o seu próprio defeito. Mas é o defeito que cada um de nós tem, que faz com que nossa convivência seja interessante e gratificante.
    É preciso aceitar cada um pelo que é…
    E descobrir o que há de bom nele.

    Moral da história:
    Cada um de nós temos nossas próprias falhas. Cada um de nós somos um
    “pote quebrado”, mas cada uma destas falhas e fendas é que nos faz viver juntos, de forma tão atraente e interessante.
    Você apenas tem que aceitar as pessoas como elas são, e procurar nelas O que ha de melhor.

  2. martha says:

    A LEI DE CAUSA E EFEITO,TANTO PODE NOS LEVAR Á DOR COMO A FELICIDADE.

    Nós, como seres humanos, queremos afastar de nós o sofrimento, mas para que possamos fazer isso precisamos conhecer as causas do sofrimento e, também, se é possível superá-las, sem o que torna-se quase impossivel a atuaçao de nossa essêcia. Tema de verdades que, nem sempre sao de facil aceitaçao e, compreençao,: Verdade de Existência do Sofrimento e a Verdade das Causas do Sofrimento. Causa-e-efeito se manifesta tanto na vertente negativa, que leva ao sofrimento, quanto na positiva, que leva à felicidade. Em ambos os casos, essa lei se manifesta dentro de um determinado padrão,manter a ausencia de conhecimento de nós mesmos,é o fator mais importante para nos manter no padrao de dor e sofrimento,pois dessa forma continuamos a cometer os mesmos erros.
    se examinamos o sofrimento, reconhecemos suas causas, entendemos a possibilidade de superá-lo e visualizamos claramente o estado de a felicidade que desejamos então vamos ter determinação e, por conseqüência, vamos disciplinar todos os esforços necessários para atingir esta meta.
    Desse esforço,vivenciamos experiencias internas muito gratificante,descobriremos no processo de crescimento,que quando pomos em práticas nosso poder de desafiar á nós mesmos,quando damos á nós mesmos a oportunidade de conhecer de verdade o que está nos causando sofrimento,conhecemos nosso SER interno.É como se existisse nós,e outro alguém,alem de nós… observando,aguardadndo ser convidado á participar do que está acontecendo,á intervir. E, quando nos rendemos desprovidos de orgulho,egoismo,rancor…quando nos despimos de todos esses sentimentos mesmo q por alguns instantes…entramos em intimidade com a HUMILDADE,e, entao esse “alguém”se aproxima e sentimos sua açao nossa dor. esse instante é de um alívio incrivel na alma,dai entao,passamos a ter respeito e confiança acima de tudo no potencial q ha dentro de nós;nossa ESSÊNCIA.
    desejo á nós todos hj e sempre…Amor, sabedoria e força!martha.

  3. martha says:

    martha commented
    A finalidade do autoconhecimento é para que o ser humano possa despertar em si muitas verdades que estao além dos seus sentidos mais comuns,DIGAMOS.pois normalmente as pessoas acham que só estao em relaçao com o mundo EXTERIOR.o habito de fazer análise de nossos comportamentos nos ensina que estamos igualmente em relaçao com o mundo interior, nosso espaço psicologico,e, descobrimos que esse mundo é bem mais extenso e lá ha coisas muito interessante que as do mundo fisico.Só no mundo interior entramos em contato com nosa ESSENCIA.Penso que enquanto a consciencia permanecer na ideia do EU, meu, mim, nas teorias individuais etc é impossivel despertar essa virtude que está latente em todos nós.Penetrar em nós mesmos com mente limpa para o confronto com nossos defeito,as mazelas que acumulamos como verdades ao longo de muitas existencias;abrir-se ao NOVO é a dificil facilidade do sábio. Devemos fazer um trabalho silencioso, individual no sentido de que, apenas nós mesmos podemos realiza-lo,essa atitude requer muita coragem e honestidade consigo mesmo,a trajetória consiste em eliminar o que ha em nós,em nosso mundo interno o que nao nos permite evoluir,(no estudo dos EUS aprendemos sobre o que estou falando)assim gradativamente vai surgindo nossa essencia novamente atuando me nós, em nossa vida.paz e luz,martha

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